Como jogar
Em uma frase
Você assume uma candidatura real de uma eleição presidencial brasileira já encerrada e conduz a campanha até a apuração. Não há cadastro, não há instalação e a partida inteira roda no seu navegador — inclusive no celular.
1. Eleição, candidato e chapa
Escolha o pleito, o candidato e o companheiro de chapa. A escolha do vice não é decorativa: cada nome traz um pacote diferente de aliança partidária, tempo de televisão, palanque regional e desgaste. Nem todos os vices oferecidos foram vices de verdade — os que não foram aparecem marcados como chapa hipotética, e existem para permitir o exercício de “e se”.
Por fim, escolha a dificuldade. Ela não muda as regras, muda o quanto a sua campanha rende.
2. A campanha, semana a semana
Comício. A cada semana você concentra a campanha em até dois estados. Rende mais onde a disputa está acirrada e você é competitivo; quase nada onde você já goleia ou está fora de alcance. Repetir o mesmo estado rende cada vez menos, e estados vizinhos são contagiados.
Dilemas. Em seguida vêm as perguntas: debates, entrevistas, crises, ataques do adversário. Cada alternativa desloca as suas posições nos temas em disputa e mexe na força da sua campanha — às vezes numa região específica, às vezes na relação com um adversário que pode vir a apoiar alguém no segundo turno. Muitas perguntas são exclusivas de um candidato, e boa parte muda de acordo com o que você respondeu antes.
Pesquisa. Ao fim de cada semana sai um levantamento com o quadro nacional e o mapa por estado. Ele mostra a tendência, não o futuro.
3. Reta final e apuração
Na última semana você distribui o esforço final entre os estados que escolher. Depois vem a apuração, que chega por ondas regionais, como na vida real — o desafiante costuma liderar no começo e o quadro muda quando o Nordeste entra.
Em 1989 e 2014, quem não passa de metade dos votos válidos vai ao segundo turno, com uma rodada de apoios dos eliminados pelo caminho. Em 1955 vale a regra da época: turno único e maioria simples.
4. Depois da partida
No fim, compare: cada cenário tem uma página “Como foi de verdade”, com o resultado oficial, o mapa real, as pesquisas da época e a narrativa do que aconteceu. Vencer é divertido; entender por que o resultado real foi diferente é o ponto.
