Sobre o Vira-Voto
O que é
O Vira-Voto é um simulador jogável de eleições presidenciais brasileiras já encerradas. Você escolhe um candidato real de um pleito histórico, monta a chapa, decide onde fazer campanha, responde aos dilemas daquela conjuntura e vê o resultado da urna mudar por causa das suas escolhas. Hoje estão disponíveis três cenários: 1955, 1989 e 2014.
É um projeto independente, gratuito e feito por uma pessoa só. Não tem vínculo com nenhum partido, campanha, candidato, veículo de imprensa ou órgão público, e não recebe recurso de nenhum deles.
Por que ele existe
Eleição costuma ser contada como um placar: fulano ganhou com tantos por cento. O que desaparece nessa versão é a parte difícil — que aquele resultado foi disputado, que havia caminhos alternativos, que uma decisão de campanha tomada em agosto podia mudar outubro. Simular obriga a olhar para o mapa, para o peso de cada estado, para o custo de cada posicionamento. É uma forma de estudar história eleitoral com as mãos.
Por isso cada cenário vem acompanhado de uma página “Como foi de verdade”, com o resultado oficial, o resultado por estado, a evolução das pesquisas quando elas existiam e a narrativa do que efetivamente aconteceu. A simulação é o convite; o registro histórico é o destino.
Como é feito
O jogo roda inteiramente no seu navegador, em JavaScript, sem servidor de aplicação, sem cadastro e sem banco de dados. O modelo de votação é uma reimplementação própria, adaptada ao voto majoritário nacional e ao sistema brasileiro de dois turnos. O detalhamento está na página de metodologia e fontes.
As imagens dos candidatos são caricaturas autorais, encomendadas para o projeto — não são fotografias. Foi uma escolha deliberada: deixa claro, a cada tela, que se trata de uma representação, e não de um registro.
Os limites, ditos com todas as letras
O Vira-Voto é ficção histórica. Os resultados que ele produz nunca aconteceram. Ele não prevê eleições, não corrige nem contesta resultado oficial nenhum, e não deve ser citado como fonte de fato. As falas atribuídas aos candidatos durante a partida são recriações dramatizadas, escritas a partir do debate público documentado da época — não são citações literais.
O projeto trabalha apenas com eleições encerradas, e trata as pessoas envolvidas com o respeito que a história pede. Se você identificar um erro factual, uma atribuição indevida ou qualquer conteúdo que considere impróprio, escreva pela página de contato: correções são feitas de boa-fé e sem discussão.
