FICÇÃO Simulação educacional. Os resultados gerados aqui não são reais e não substituem o registro histórico oficial. Os resultados desta simulação não são reais. Entenda →
Vira-Voto
Simulador de Eleições Presidenciais

Metodologia e fontes

O princípio: proximidade de posição, estado a estado

Cada eleição do Vira-Voto é descrita por um conjunto de temas em disputa (de seis a nove, conforme o ano), cada um com um peso. Tanto os candidatos quanto o eleitorado de cada unidade da federação recebem uma posição em cada tema, numa escala contínua que vai de um polo ao outro.

Em cada estado, o modelo mede a distância entre a posição do candidato e a do eleitorado local, tema a tema, e desconta essa distância de um valor de partida. Quanto mais perto do eleitorado daquele estado, mais voto. A distância é elevada ao quadrado preservando o sinal, o que dá peso desproporcional às posições extremas: radicalizar rende muito onde o eleitorado é radical no mesmo sentido e custa caro em todo o resto do país.

A calibração: o jogo começa onde a história começou

Um modelo de proximidade puro produziria um Brasil que não existe. Por isso cada estado também carrega uma força de base por candidato, calculada de trás para frente a partir do resultado real: a força é o número que faz o modelo reproduzir a votação efetivamente registrada naquela unidade da federação.

O efeito prático é que uma partida em que o jogador não faz nada reproduz, com erro de cerca de um ponto percentual, o quadro real do momento em que aquela campanha começa — o auge de agosto em 2014, a pesquisa de outubro em 1989, o resultado das urnas em 1955, que não teve pesquisa pré-eleitoral publicada. Tudo o que se afasta desse ponto de partida é consequência das escolhas de quem joga.

O que muda durante a campanha

Comícios. Concentrar campanha num estado rende mais onde a disputa está acirrada e o candidato é competitivo, e quase nada onde ele já goleia ou está fora de alcance. Cada candidato mobiliza melhor em certas regiões, comícios repetidos no mesmo estado rendem cada vez menos e há um efeito de contágio para os estados vizinhos.

Respostas. Cada resposta desloca as posições do candidato nos temas envolvidos e aplica um efeito sobre a força nacional da campanha. Algumas respostas têm efeito regional específico, outras cobram um preço na relação com adversários que podem, mais tarde, declarar apoio no segundo turno.

A maré histórica. Cada cenário embute a trajetória real daquela campanha — a desidratação de Marina Silva e a arrancada de Aécio Neves em 2014, a queda de Collor a partir do horário eleitoral em 1989. Para os adversários controlados pelo computador, essa maré corre por inteiro. Para quem joga, ela pode ser resistida ou amplificada na proporção da qualidade da própria campanha: é isso que separa repetir a história de mudá-la.

Acaso. Cada apuração aplica um fator de sorte e uma variação de comparecimento por estado. Duas partidas idênticas não terminam exatamente iguais, e disputas decididas por menos de um ponto podem virar para qualquer lado.

Dois turnos, apoios e dificuldade

Nos cenários de 1989 e 2014 vale a regra brasileira: quem passa de metade dos votos válidos vence no primeiro turno; caso contrário, os dois mais votados vão ao segundo. Entre os turnos, os candidatos eliminados podem declarar apoio, e o peso desse apoio depende da proximidade ideológica e do que foi dito durante a campanha. Em 1955 vale a regra da época: turno único, maioria simples, com a vice-presidência eleita em votação separada.

Os níveis de dificuldade não mudam as regras: mudam o quanto a sua campanha rende. Nos níveis mais difíceis, o favorito histórico resiste mais e o azarão precisa de uma campanha quase perfeita para virar o jogo.

Fontes

Resultados oficiais (nacionais e por unidade da federação) vêm do Tribunal Superior Eleitoral, compilados a partir de fontes públicas; as séries de intenção de voto vêm de institutos da época — Datafolha em 2014, Datafolha/Gallup em 1989. Em 1955 não havia pesquisa pré-eleitoral publicada, e a bibliografia é acadêmica. A lista completa, com links, está no pé de cada página “Como foi de verdade”: 2014, 1989 e 1955.

Os contornos dos mapas de 2014 e 1989 derivam do projeto @svg-maps/brazil (licença CC BY 4.0); o mapa de 1955 foi redesenhado a partir dele para refletir a divisão territorial da época, quando ainda existiam os territórios do Guaporé e do Rio Branco, Goiás incluía o atual Tocantins, Mato Grosso incluía Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal era a cidade do Rio de Janeiro.

O que este modelo não é

Não é previsão, não é pesquisa e não é reconstituição do que “teria acontecido”. É um modelo simplificado, com parâmetros escolhidos para que o jogo seja justo e historicamente plausível — não para que ele seja verdadeiro. Todo resultado produzido aqui é ficção.