FICÇÃO Simulação educacional. Os resultados gerados aqui não são reais e não substituem o registro histórico oficial. Os resultados desta simulação não são reais. Entenda →
Vira-Voto
Simulador de Eleições Presidenciais

Fernando Collor de Mello

Caricatura de Fernando Collor de Mello

Partido: PRN

Eleição: Eleição presidencial de 1989

Coligação «Movimento Brasil Novo»: PRN · PSC · PST · PTR

No jogo: candidatura jogável

Quem foi na eleição de 1989

Governador de Alagoas, descendente de uma família de tradição política (o avô foi ministro de Vargas, o pai senador), constrói desde 1987 uma imagem nacional de jovem "caçador de marajás" — o político que expõe salários públicos escandalosos e promete varrer a velha política. Pouco conhecido fora de Alagoas até 1987, vira capa de revista com ajuda de uma rede de contatos na grande imprensa.

Seu programa é o mais liberal da disputa: privatização das estatais, redução do tamanho do Estado, corte de gastos públicos, abertura irrestrita ao capital estrangeiro e livre negociação salarial entre patrões e empregados. A retórica, porém, mira os "descamisados" — o discurso é contra a elite política tradicional, não contra os pobres.

Lidera as pesquisas desde meados de 1989, ainda que em queda constante às vésperas do 1º turno. É o nome que empresários e a grande imprensa veem como o dique capaz de barrar Lula ou Brizola.

O resultado real de 1989

No resultado oficial, Fernando Collor de Mello terminou o 1º turno com 30,48% dos votos válidos (20.611.030 votos), em 1º lugar entre 8 concorrentes. No 2º turno, fez 53,03% (35.090.206 votos). Foi eleito.

Onde ele foi forte e onde foi fraco, no resultado real

Melhores desempenhos: Alagoas (64,38%), Roraima (59,72%), Tocantins (57,08%), Mato Grosso do Sul (53,23%), Pará (52,01%).

Piores desempenhos: Rio Grande do Sul (9,23%), Rio de Janeiro (16,07%), Distrito Federal (22,75%), Santa Catarina (23,52%), São Paulo (24,40%).

Unidades da federação em que terminou em primeiro lugar no 1º turno: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins.

Posições no modelo de simulação

O Vira-Voto representa cada candidatura por uma posição em cada tema em disputa naquele ano. É uma simplificação de modelo, feita para o cálculo de votos — não é uma declaração de programa de governo nem uma citação. A escala e o método estão explicados na metodologia.

Como o Vira-Voto modela as posições deste candidato nos temas da eleição de 1989
Tema em disputaPosição no modelo
Papel do Estado na economiaprivatização/liberalização
Estabilização econômica / inflaçãoortodoxia de mercado / ajuste fiscal
Reforma agráriadireito de propriedade (UDR)
Moralização da vida públicamoralização / caça aos "marajás"
Dívida externa e capital estrangeiropagamento / abertura ao capital externo
Direitos trabalhistas e sindicalismolivre negociação patrão-empregado
Guerra Fria e o "perigo vermelho"anticomunismo ferrenho
Renovação × política tradicionalrosto novo / antiestablishment

Vices disponíveis na simulação

No Vira-Voto você escolhe o companheiro de chapa. Apenas Itamar Franco foi de fato o vice desta candidatura em 1989. Os demais são chapas hipotéticas: combinações que não existiram na realidade, criadas para o exercício de simulação. Cada uma altera as forças da campanha de um jeito diferente.

Jogue esta candidatura

Você pode assumir esta campanha e tentar um resultado diferente do que aconteceu: jogar a eleição de 1989. Para ver o que de fato ocorreu — resultado oficial, mapa por estado e a narrativa da disputa —, veja como foi de verdade.

Lembrete: qualquer resultado obtido na simulação é ficção. O resultado real está na página acima.