Leonel Brizola
Partido: PDT
Eleição: Eleição presidencial de 1989
Coligação «Sem coligação»: PDT
No jogo: candidatura jogável
Quem foi na eleição de 1989
Um dos primeiros cassados pelo golpe de 1964, viveu exilado até 1979 e, de volta ao país, elegeu-se governador do Rio de Janeiro. Seu programa combina nacionalismo desenvolvimentista, trabalhismo e antiimperialismo — a bandeira que mais causava arrepios a empresários e militares enquanto liderava as pesquisas no período pré-eleitoral.
Ao longo da campanha tenta moderar o discurso para minorar a resistência das elites, sem grande êxito. É esmagadoramente forte no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul — seus dois currais eleitorais — mas quase inexistente em São Paulo.
Vive a campanha inteira a sombra do crescimento de Lula, que disputa o mesmo eleitorado trabalhador e de esquerda. A rivalidade entre os dois, e entre PT e PDT, nunca foi pacífica — e se agrava conforme as pesquisas de outubro e novembro mostram Lula colando, e depois ultrapassando, Brizola pela vaga do 2º turno.
O resultado real de 1989
No resultado oficial, Leonel Brizola terminou o 1º turno com 16,51% dos votos válidos (11.167.665 votos), em 3º lugar entre 8 concorrentes.
Onde ele foi forte e onde foi fraco, no resultado real
Melhores desempenhos: Rio Grande do Sul (62,66%), Rio de Janeiro (52,09%), Santa Catarina (26,22%), Ceará (19,43%), Paraná (14,41%).
Piores desempenhos: São Paulo (1,51%), Pará (3,43%), Goiás (3,96%), Tocantins (4,02%), Amazonas (4,39%).
Unidades da federação em que terminou em primeiro lugar no 1º turno: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul.
Posições no modelo de simulação
O Vira-Voto representa cada candidatura por uma posição em cada tema em disputa naquele ano. É uma simplificação de modelo, feita para o cálculo de votos — não é uma declaração de programa de governo nem uma citação. A escala e o método estão explicados na metodologia.
| Tema em disputa | Posição no modelo |
|---|---|
| Papel do Estado na economia | estatização/nacionalismo econômico |
| Estabilização econômica / inflação | tende a choque heterodoxo (controle de preços) |
| Reforma agrária | redistribuição de terra (MST) |
| Moralização da vida pública | posição intermediária |
| Dívida externa e capital estrangeiro | moratória / soberania nacional |
| Direitos trabalhistas e sindicalismo | sindicalismo forte (CUT, greve) |
| Guerra Fria e o "perigo vermelho" | tende a tolerância / frente com a esquerda |
| Renovação × política tradicional | posição intermediária |
Vices disponíveis na simulação
No Vira-Voto você escolhe o companheiro de chapa. Apenas Fernando Lyra foi de fato o vice desta candidatura em 1989. Os demais são chapas hipotéticas: combinações que não existiram na realidade, criadas para o exercício de simulação. Cada uma altera as forças da campanha de um jeito diferente.
- Fernando Lyra (PE) — vice de verdade em 1989
Ex-ministro da Justiça e político pernambucano de perfil moderado. Abre um pouco mais de espaço para o PDT no Nordeste sem sobressaltos — uma escolha segura, mas de pouco impacto fora da região. - Darcy Ribeiro (RJ) — chapa hipotética
Antropólogo, ex-secretário de Educação do governo Brizola no Rio (os CIEPs) e um dos maiores intelectuais do país. Reforça o prestígio da chapa entre a intelectualidade e a classe média do Sudeste — mas é uma escolha mais simbólica do que eleitoralmente musculosa. - Luís Antônio Medeiros (SP) — chapa hipotética
Sindicalista paulista, liderança rival da CUT dentro do movimento operário. Disputa o voto do operariado de São Paulo diretamente com Lula em seu próprio quintal — mas racha ainda mais o campo trabalhista e desagrada a ala mais à esquerda do PDT.
Jogue esta candidatura
Você pode assumir esta campanha e tentar um resultado diferente do que aconteceu: jogar a eleição de 1989. Para ver o que de fato ocorreu — resultado oficial, mapa por estado e a narrativa da disputa —, veja como foi de verdade.
Lembrete: qualquer resultado obtido na simulação é ficção. O resultado real está na página acima.
