Luiz Inácio Lula da Silva
Partido: PT
Eleição: Eleição presidencial de 1989
Coligação «Frente Brasil Popular»: PT · PSB · PCdoB
No jogo: candidatura jogável
Quem foi na eleição de 1989
Ex-metalúrgico do ABC paulista, líder das grandes greves operárias do fim dos anos 1970 e fundador da CUT e do PT. Deputado constituinte mais bem votado por São Paulo, chega à disputa presidencial como o principal nome da esquerda sindical do país.
Seu programa propõe um Estado de bem-estar social, controle do capital internacional, reforma agrária, valorização das empresas estatais e o não-pagamento da dívida externa enquanto ela pesar sobre os trabalhadores. O horário eleitoral, coordenado por José Dirceu, aposta em comícios lotados de bandeiras vermelhas e no jingle "Lula lá".
Cresce de forma constante ao longo da campanha, ultrapassando Brizola na disputa pela segunda vaga já na reta final — mas enfrenta pela frente uma reação em bloco do empresariado, da grande imprensa e de setores militares, que tratam sua candidatura como a "ameaça esquerdista" a ser barrada a qualquer custo.
O resultado real de 1989
No resultado oficial, Luiz Inácio Lula da Silva terminou o 1º turno com 17,19% dos votos válidos (11.622.321 votos), em 2º lugar entre 8 concorrentes. No 2º turno, fez 46,97% (31.075.803 votos).
Onde ele foi forte e onde foi fraco, no resultado real
Melhores desempenhos: Pernambuco (33,61%), Distrito Federal (29,06%), Bahia (25,93%), Rio Grande do Norte (24,40%), Paraíba (24,14%).
Piores desempenhos: Rio Grande do Sul (6,72%), Paraná (8,27%), Alagoas (8,85%), Mato Grosso do Sul (8,99%), Tocantins (9,65%).
Unidades da federação em que terminou em primeiro lugar no 1º turno: Distrito Federal.
Posições no modelo de simulação
O Vira-Voto representa cada candidatura por uma posição em cada tema em disputa naquele ano. É uma simplificação de modelo, feita para o cálculo de votos — não é uma declaração de programa de governo nem uma citação. A escala e o método estão explicados na metodologia.
| Tema em disputa | Posição no modelo |
|---|---|
| Papel do Estado na economia | estatização/nacionalismo econômico |
| Estabilização econômica / inflação | choque heterodoxo (controle de preços) |
| Reforma agrária | redistribuição de terra (MST) |
| Moralização da vida pública | posição intermediária |
| Dívida externa e capital estrangeiro | moratória / soberania nacional |
| Direitos trabalhistas e sindicalismo | sindicalismo forte (CUT, greve) |
| Guerra Fria e o "perigo vermelho" | tolerância / frente com a esquerda |
| Renovação × política tradicional | tende a rosto novo / antiestablishment |
Vices disponíveis na simulação
No Vira-Voto você escolhe o companheiro de chapa. Apenas João Paulo Bisol foi de fato o vice desta candidatura em 1989. Os demais são chapas hipotéticas: combinações que não existiram na realidade, criadas para o exercício de simulação. Cada uma altera as forças da campanha de um jeito diferente.
- João Paulo Bisol (RS) — vice de verdade em 1989
Senador gaúcho do PSB, professor de perfil moderado. Tranquiliza o eleitor de centro receoso do radicalismo e abre uma frente no Rio Grande do Sul — mas irrita a militância mais ideológica, que via no ambientalista Fernando Gabeira o nome natural para a vaga. - Fernando Gabeira (RJ) — chapa hipotética
Ex-deputado constituinte do PV, jornalista e ex-guerrilheiro. Rejuvenesce a imagem da chapa, atrai o eleitorado jovem, urbano e ambientalista do Rio de Janeiro — mas reforça a associação com a esquerda radical que a campanha adversária mais explora.
Jogue esta candidatura
Você pode assumir esta campanha e tentar um resultado diferente do que aconteceu: jogar a eleição de 1989. Para ver o que de fato ocorreu — resultado oficial, mapa por estado e a narrativa da disputa —, veja como foi de verdade.
Lembrete: qualquer resultado obtido na simulação é ficção. O resultado real está na página acima.
