Mário Covas
Partido: PSDB
Eleição: Eleição presidencial de 1989
Coligação «Sem coligação»: PSDB
No jogo: candidatura jogável
Quem foi na eleição de 1989
Senador por São Paulo e uma das principais lideranças da resistência parlamentar à Ditadura — foi cassado pelo AI-5 em 1969. Preside a Assembleia Nacional Constituinte ao lado de Ulysses Guimarães e, num racha do PMDB, ajuda a fundar o recém-criado PSDB em 1988.
Tenta se afastar da fama de esquerdista construída na Constituinte e defende um "choque de capitalismo" para o país, buscando o eleitorado de centro-direita sem abrir mão da credibilidade institucional. Corre sozinho, sem coligação, à frente de um partido novo e ainda pequeno.
Começa a disputa como o azarão mais distante do 2º turno — mas é, disparado, o candidato com a menor rejeição do país: quem o conhece raramente o rejeita. Sua candidatura cresce de forma visível justamente na reta final, quando os holofotes se voltam para Collor, Lula e Brizola disputando a segunda vaga.
O resultado real de 1989
No resultado oficial, Mário Covas terminou o 1º turno com 11,52% dos votos válidos (7.790.381 votos), em 4º lugar entre 8 concorrentes.
Onde ele foi forte e onde foi fraco, no resultado real
Melhores desempenhos: São Paulo (22,71%), Ceará (18,34%), Distrito Federal (17,81%), Minas Gerais (10,30%), Espírito Santo (9,97%).
Piores desempenhos: Acre (2,90%), Tocantins (3,37%), Maranhão (3,40%), Rondônia (3,55%), Pernambuco (3,58%).
Unidades da federação em que terminou em primeiro lugar no 1º turno: nenhuma.
Posições no modelo de simulação
O Vira-Voto representa cada candidatura por uma posição em cada tema em disputa naquele ano. É uma simplificação de modelo, feita para o cálculo de votos — não é uma declaração de programa de governo nem uma citação. A escala e o método estão explicados na metodologia.
| Tema em disputa | Posição no modelo |
|---|---|
| Papel do Estado na economia | tende a privatização/liberalização |
| Estabilização econômica / inflação | tende a ortodoxia de mercado / ajuste fiscal |
| Reforma agrária | posição intermediária |
| Moralização da vida pública | tende a moralização / caça aos "marajás" |
| Dívida externa e capital estrangeiro | tende a pagamento / abertura ao capital externo |
| Direitos trabalhistas e sindicalismo | posição intermediária |
| Guerra Fria e o "perigo vermelho" | posição intermediária |
| Renovação × política tradicional | posição intermediária |
Vices disponíveis na simulação
No Vira-Voto você escolhe o companheiro de chapa. Apenas Almir Gabriel foi de fato o vice desta candidatura em 1989. Os demais são chapas hipotéticas: combinações que não existiram na realidade, criadas para o exercício de simulação. Cada uma altera as forças da campanha de um jeito diferente.
- Almir Gabriel (PA) — vice de verdade em 1989
Ex-governador do Pará e um dos poucos quadros do PSDB com peso fora do eixo Rio-São Paulo. Abre o único palanque relevante da chapa no Norte do país — mas o PSDB de 1989 é um partido novíssimo, sem grandes alternativas de peso nacional para a vaga.
Jogue esta candidatura
Você pode assumir esta campanha e tentar um resultado diferente do que aconteceu: jogar a eleição de 1989. Para ver o que de fato ocorreu — resultado oficial, mapa por estado e a narrativa da disputa —, veja como foi de verdade.
Lembrete: qualquer resultado obtido na simulação é ficção. O resultado real está na página acima.
